sábado, 25 de abril de 2009

Abril em flor

Era uma vez um país 
onde entre o mar e a guerra 
vivia o mais infeliz 
dos povos à beira-terra.

Onde entre vinhas sobredos 
vales socalcos searas 
serras atalhos veredas 
lezírias e praias claras 
um povo se debruçava 
como um vime de tristeza 
sobre um rio onde mirava 
a sua própria pobreza.

Era uma vez um país 
onde o pão era contado 
onde quem tinha a raiz 
tinha o fruto arrecadado 
onde quem tinha o dinheiro 
tinha o operário algemado 
onde suava o ceifeiro 
que dormia com o gado 
onde tossia o mineiro 
em Aljustrel ajustado 
onde morria primeiro 
quem nascia desgraçado.


Era uma vez um país 
de tal maneira explorado 
pelos consórcios fabris 
pelo mando acumulado 
pelas ideias nazis 
pelo dinheiro estragado 
pelo dobrar da cerviz 
pelo trabalho amarrado 
que até hoje já se diz 
que nos tempos do passado 
se chamava esse país 
Portugal suicidado.

Ali nas vinhas sobredos 
vales socalcos searas 
serras atalhos veredas 
lezírias e praias claras 
vivia um povo tão pobre 
que partia para a guerra 
para encher quem estava podre 
de comer a sua terra.

Um povo que era levado 
para Angola nos porões 
um povo que era tratado 
como a arma dos patrões 
um povo que era obrigado 
a matar por suas mãos 
sem saber que um bom soldado 
nunca fere os seus irmãos.

Ora passou-se porém 
que dentro de um povo escravo 
alguém que lhe queria bem 
um dia plantou um cravo.

Era a semente da esperança 
feita de força e vontade 
era ainda uma criança 
mas já era a liberdade.

Era já uma promessa 
era a força da razão 
do coração à cabeça 
da cabeça ao coração. 
Quem o fez era soldado 
homem novo capitão 
mas também tinha a seu lado 
muitos homens na prisão.

Esses que tinham lutado 
a defender um irmão 
esses que tinham passado 
o horror da solidão 
esses que tinham jurado 
sobre uma côdea de pão 
ver o povo libertado 
do terror da opressão.

Não tinham armas é certo 
mas tinham toda a razão 
quando um homem morre perto 
tem de haver distanciação

uma pistola guardada 
nas dobras da sua opção 
uma bala disparada 
contra a sua própria mão 
e uma força perseguida 
que na escolha do mais forte 
faz com que a força da vida 
seja maior do que a morte.

Quem o fez era soldado 
homem novo capitão 
mas também tinha a seu lado 
muitos homens na prisão.

Posta a semente do cravo 
começou a floração 
do capitão ao soldado 
do soldado ao capitão.

Foi então que o povo armado 
percebeu qual a razão 
porque o povo despojado 
lhe punha as armas na mão.

Pois também ele humilhado 
em sua própria grandeza 
era soldado forçado 
contra a pátria portuguesa.

Era preso e exilado 
e no seu próprio país 
muitas vezes estrangulado 
pelos generais senis.

Capitão que não comanda 
não pode ficar calado 
é o povo que lhe manda 
ser capitão revoltado 
é o povo que lhe diz 
que não ceda e não hesite
– pode nascer um país 
do ventre duma chaimite.

Porque a força bem empregue 
contra a posição contrária 
nunca oprime nem persegue
– é força revolucionária!

Foi então que Abril abriu
as portas da claridade
e a nossa gente invadiu
a sua própria cidade.

Disse a primeira palavra 
na madrugada serena 
um poeta que cantava 
o povo é quem mais ordena.

E então por vinhas sobredos 
vales socalcos searas 
serras atalhos veredas 
lezírias e praias claras 
desceram homens sem medo 
marujos soldados «páras» 
que não queriam o degredo 
dum povo que se separa. 
E chegaram à cidade 
onde os monstros se acoitavam 
era a hora da verdade 
para as hienas que mandavam 
a hora da claridade 
para os sóis que despontavam 
e a hora da vontade 
para os homens que lutavam.

Em idas vindas esperas 
encontros esquinas e praças
não se pouparam as feras 
arrancaram-se as mordaças 
e o povo saiu à rua 
com sete pedras na mão 
e uma pedra de lua 
no lugar do coração.

Dizia soldado amigo 
meu camarada e irmão 
este povo está contigo 
nascemos do mesmo chão 
trazemos a mesma chama 
temos a mesma ração 
dormimos na mesma cama 
comendo do mesmo pão. 
Camarada e meu amigo 
soldadinho ou capitão 
este povo está contigo 
a malta dá-te razão.

Foi esta força sem tiros 
de antes quebrar que torcer 
esta ausência de suspiros 
esta fúria de viver 
este mar de vozes livres 
sempre a crescer a crescer 
que das espingardas fez livros 
para aprendermos a ler 
que dos canhões fez enxadas 
para lavrarmos a terra 
e das balas disparadas 
apenas o fim da guerra.

Foi esta força viril
de antes quebrar que torcer
que em vinte e cinco de Abril f
ez Portugal renascer.

E em Lisboa capital
dos novos mestres de Aviz
o povo de Portugal
deu o poder a quem quis.

Mesmo que tenha passado 
às vezes por mãos estranhas 
o poder que ali foi dado 
saiu das nossas entranhas. 
Saiu das vinhas sobredos 
vales socalcos searas 
serras atalhos veredas 
lezírias e praias claras 
onde um povo se curvava 
como um vime de tristeza 
sobre um rio onde mirava 
a sua própria pobreza.

E se esse poder um dia 
o quiser roubar alguém 
não fica na burguesia 
volta à barriga da mãe. 
Volta à barriga da terra 
que em boa hora o pariu 
agora ninguém mais cerra 
as portas que Abril abriu.

Essas portas que em Caxias 
se escancararam de vez 
essas janelas vazias 
que se encheram outra vez 
e essas celas tão frias
tão cheias de sordidez 
que espreitavam como espias 
todo o povo português.

Agora que já floriu 
a esperança na nossa terra 
as portas que Abril abriu 
nunca mais ninguém as cerra.

Contra tudo o que era velho 
levantado como um punho 
em Maio surgiu vermelho 
o cravo do mês de Junho.

Quando o povo desfilou 
nas ruas em procissão 
de novo se processou 
a própria revolução.

Mas eram olhos as balas 
abraços punhais e lanças 
enamoradas as alas 
dos soldados e crianças.

E o grito que foi ouvido 
tantas vezes repetido 
dizia que o povo unido 
jamais seria vencido.

Contra tudo o que era velho 
levantado como um punho 
em Maio surgiu vermelho 
o cravo do mês de Junho.

E então operários mineiros 
pescadores e ganhões 
marçanos e carpinteiros 
empregados dos balcões 
mulheres a dias pedreiros 
reformados sem pensões 
dactilógrafos carteiros 
e outras muitas profissões 
souberam que o seu dinheiro 
era presa dos patrões.

A seu lado também estavam 
jornalistas que escreviam 
actores que se desdobravam 
cientistas que aprendiam 
poetas que estrebuchavam 
cantores que não se vendiam 
mas enquanto estes lutavam 
é certo que não sentiam 
a fome com que apertavam 
os cintos dos que os ouviam.

Porém cantar é ternura 
escrever constrói liberdade 
e não há coisa mais pura 
do que dizer a verdade.

E uns e outros irmanados 
na mesma luta de ideais 
ambos sectores explorados 
ficaram partes iguais.

Entanto não descansavam 
entre pragas e perjúrios
agulhas que se espetavam 
silêncios boatos murmúrios 
risinhos que se calavam 
palácios contra tugúrios 
fortunas que levantavam 
promessas de maus augúrios 
os que em vida se enterravam 
por serem falsos e espúrios 
maiorais da minoria 
que diziam silenciosa 
e que em silêncio fazia 
a coisa mais horrorosa:
minar como um sinapismo 
e com ordenados régios 
o alvor do socialismo 
e o fim dos privilégios.

Foi então se bem vos lembro 
que sucedeu a vindima 
quando pisámos Setembro 
a verdade veio acima.

E foi um mosto tão forte 
que sabia tanto a Abril 
que nem o medo da morte 
nos fez voltar ao redil.

Ali ficámos de pé 
juntos soldados e povo 
para mostrarmos como é 
que se faz um país novo.

Ali dissemos não passa! 
E a reacção não passou.
Quem já viveu a desgraça 
odeia a quem desgraçou.

Foi a força do Outono 
mais forte que a Primavera 
que trouxe os homens sem dono 
de que o povo estava à espera.

Foi a força dos mineiros 
pescadores e ganhões 
operários e carpinteiros 
empregados dos balcões 
mulheres a dias pedreiros 
reformados sem pensões 
dactilógrafos carteiros 
e outras muitas profissões 
que deu o poder cimeiro 
a quem não queria patrões.

Desde esse dia em que todos
nós repartimos o pão
é que acabaram os bodos
— cumpriu-se a revolução.

Porém em quintas vivendas 
palácios e palacetes 
os generais com prebendas 
caciques e cacetetes 
os que montavam cavalos 
para caçarem veados 
os que davam dois estalos 
na cara dos empregados 
os que tinham bons amigos 
no consórcio dos sabões 
e coçavam os umbigos
como quem coça os galões 
os generais subalternos 
que aceitavam os patrões 
os generais inimigos 
os generais garanhões 
teciam teias de aranha 
e eram mais camaleões 
que a lombriga que se amanha 
com os próprios cagalhões. 
Com generais desta apanha 
já não há revoluções.

Por isso o onze de Março 
foi um baile de Tartufos 
uma alternância de terços 
entre ricaços e bufos.

E tivemos de pagar
com o sangue de um soldado
o preço de já não estar
Portugal suicidado.

Fugiram como cobardes 
e para terras de Espanha 
os que faziam alardes 
dos combates em campanha.

E aqui ficaram de pé 
capitães de pedra e cal 
os homens que na Guiné 
aprenderam Portugal.

Os tais homens que sentiram 
que um animal racional
opõe àqueles que o firam 
consciência nacional.

Os tais homens que souberam 
fazer a revolução 
porque na guerra entenderam 
o que era a libertação.

Os que viram claramente 
e com os cinco sentidos 
morrer tanta tanta gente 
que todos ficaram vivos.

Os tais homens feitos de aço 
temperado com a tristeza 
que envolveram num abraço 
toda a história portuguesa.

Essa história tão bonita 
e depois tão maltratada 
por quem herdou a desdita 
da história colonizada.

Dai ao povo o que é do povo 
pois o mar não tem patrões.
– Não havia estado novo 
nos poemas de Camões!

Havia sim a lonjura
e uma vela desfraldada
para levar a ternura
à distância imaginada.

Foi este lado da história 
que os capitães descobriram 
que ficará na memória 
das naus que de Abril partiram

das naves que transportaram 
o nosso abraço profundo 
aos povos que agora deram 
novos países ao mundo.

Por saberem como é 
ficaram de pedra e cal 
capitães que na Guiné 
descobriram Portugal.

E em sua pátria fizeram 
o que deviam fazer:
ao seu povo devolveram 
o que o povo tinha a haver:
Bancos seguros petróleos 
que ficarão a render 
ao invés dos monopólios 
para o trabalho crescer. 
Guindastes portos navios 
e outras coisas para erguer 
antenas centrais e fios 
dum país que vai nascer.

Mesmo que seja com frio 
é preciso é aquecer 
pensar que somos um rio 
que vai dar onde quiser

pensar que somos um mar 
que nunca mais tem fronteiras 
e havemos de navegar 
de muitíssimas maneiras.

No Minho com pés de linho 
no Alentejo com pão
no Ribatejo com vinho 
na Beira com requeijão 
e trocando agora as voltas 
ao vira da produção 
no Alentejo bolotas 
no Algarve maçapão 
vindimas no Alto Douro 
tomates em Azeitão 
azeite da cor do ouro 
que é verde ao pé do Fundão 
e fica amarelo puro 
nos campos do Baleizão. 
Quando a terra for do povo 
o povo deita-lhe a mão!

É isto a reforma agrária 
em sua própria expressão:
a maneira mais primária 
de que nós temos um quinhão 
da semente proletária 
da nossa revolução.

Quem a fez era soldado 
homem novo capitão 
mas também tinha a seu lado 
muitos homens na prisão.

De tudo o que Abril abriu 
ainda pouco se disse 
um menino que sorriu 
uma porta que se abrisse 
um fruto que se expandiu 
um pão que se repartisse 
um capitão que seguiu
o que a história lhe predisse 
e entre vinhas sobredos 
vales socalcos searas 
serras atalhos veredas 
lezírias e praias claras 
um povo que levantava 
sobre um rio de pobreza 
a bandeira em que ondulava 
a sua própria grandeza! 
De tudo o que Abril abriu 
ainda pouco se disse 
e só nos faltava agora 
que este Abril não se cumprisse. 
Só nos faltava que os cães 
viessem ferrar o dente 
na carne dos capitães 
que se arriscaram na frente.

Na frente de todos nós 
povo soberano e total 
que ao mesmo tempo é a voz 
e o braço de Portugal.

Ouvi banqueiros fascistas 
agiotas do lazer 
latifundiários machistas 
balofos verbos de encher 
e outras coisas em istas 
que não cabe dizer aqui 
que aos capitães progressistas 
o povo deu o poder! 
E se esse poder um dia 
o quiser roubar alguém 
não fica na burguesia
volta à barriga da mãe! 
Volta à barriga da terra 
que em boa hora o pariu 
agora ninguém mais cerra 
as portas que Abril abriu!

"As Portas que Abril Abriu"

José Carlos Ary dos Santos

25 de Abril sempre, censura nunca mais

Ouvi dizer, comenta-se nos corredores, chegou-me - ainda que ao de leve - aos ouvidos que o chegou ao fim o reinado do Lápis Azul.
Parece que, segundo consta, até me afiançaram que para os lados de uma colina bonita há umas raparigas que até dão umas baldas, não sei, ouvi dizer.
Talvez por ser 25 de Abril o Lápis Azul se tenha distraído, mas que ela parece um anjinho, lá isso parece...

As portas que Abril abriu


Impacto Club, 2º aniversário. 24 de Abril de 2009.

terça-feira, 21 de abril de 2009

SEJAM ATREVIDOS!!!

O Coidado, Já sabe a morada deste PDV.
Diz-se, ou, ouvi dizer, que é na zona do Papanata, e neste Sábado, a Vedeta vai ser Ele, até me chegou a informacão, que o Panateiro, pediu a um alto Quadro, que Lhe arranja-se uma pastilha azul, para ver se ele se "astrebe".

MAMÃO

Será que o Cão do Obama tambem faz isto?

sábado, 18 de abril de 2009

É a loucura

Nanau e amigos, hoje, no El Divino. Paga a Red Bull.

Kisomba Panãoteiro

O Que faz o Bitinha nos tempos livres!!!!!!!!!!!!!!!

"O PAPANATA E O NÓ DAS GRAVATAS"

Estas a ver, Panateiro!!!
É assim que se FAZ O NÓ DA GRAVATA.
Não quero ninguém no meu "time", que não o saiba fazer!!!
Não quero que fiques a dever favores a Benfiquistas...

segunda-feira, 9 de março de 2009

Noites Bibas

Ouvi dizer, comenta-se nos corredores que um certo passarão noctívago foi visto na inauguração de um bar da concorrência.
Toda a história em: www.noitecentro.com

SAMISUNGUI PIQUININO


> SAMISUNGUI PIQUININO : > > > > Esta cliente da Vodafone telefona desesperada, para o Serviço de Apoio a Clientes, pois não está a conseguir fazer chamadas do seu telemóvel. Pergunta o funcionário da Vodafone : - Qual é o modelo do seu telemóvel ? - É um Samisungui. - Existem vários modelos da Samsung. Podia dizer-me como é o telemóvel, para ajudar ? - É piquinino, abre e fecha e tem antena que estica ... Com aquela descrição, o funcionário fica na mesma e faz mais uma pergunta : - É preto ? - Sou ...

domingo, 8 de março de 2009

sábado, 7 de março de 2009

Vem ai o TNT e já há cabeças a deitar fumo

E inclusivamente ouvi dizer que há quem tenha carta de windsurf tirada na marinha em pleno curso de fusileiros.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Alerta Amarelo

Acidente na A1, uma viatura entrou na área de serviço da Mealhada causando uma vitima mortal e alguns feridos, logo passado algumas horas o ULKE da PAPANATA invade o Porto, espalhando o terror por onde passa.
Ouvi Dizer que está tudo doido..........

Dia da Mulher


segunda-feira, 2 de março de 2009

Ouvi Dizer..............

Ouvi dizer que há registos fotograficos (autorizados por altas patentes)de um convivio, que não sendo na margem esquerda é suzunal e não sendo na pista de motocross da Guarda Inglesa, envolve desporto motorisado e todo o terreno.
Não sei, foi um amigo que falou com um papagaio e eu ouvi o papagaio a repetir..............................

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Sedentes de Liderança

Unicer e Central de Cervejas

Não haverá, provavelmente, outro sector de actividade em que a palavra guerra seja tantas vezes pronunciada. Guerra de inovações, de patrocínios, de preços, de acusações e, agora, guerra de liderança.Central de Cervejas e Unicer, donas das marcas Sagres e Super Bock, reclamam o primeiro lugar do mercado português. Afinal, quem é o líder? E, mais importante, para quê? As campanhas de publicidade que chegaram às televisões nacionais na semana passada são o mais recente reflexo de um duelo que dura há décadas. O mote é exactamente o mesmo: agradecer a preferência dos consumidores em 2008. Do lado da Unicer, trabalhadores de diversas áreas juntam-se para brindar com os portugueses. Do lado da Central de Cervejas, é o próprio presidente executivo, Alberto da Ponte, que oferece "uma rodada a Portugal". A verdade é que as duas cervejas são líderes, dependendo da perspectiva com que se olha para os números do mercado. A Super Bock ganhou no acumulado do ano, registando uma quota de 45,1 por cento, contra 43,6 por cento da rival. E a Sagres ganhou no último bimestre analisado (Outubro e Novembro do ano passado), com uma quota de 45 por cento. Nesse período, a marca da Unicer ficou-se pelos 44,2 por cento. Num comunicado enviado pela Central de Cervejas, a empresa refere que a Sagres "recuperou a liderança cerca de 20 anos depois", graças ao reforço de posição no canal não alimentar (hotéis, restaurantes e cafés, por exemplo) e na grande distribuição. Foi nesse contexto que avançou com a campanha de publicidade protagonizada pelo seu presidente e avaliada em três milhões de euros. António Pires de Lima, presidente executivo da empresa nortenha, detida em 44 por cento pela cervejeira dinamarquesa Carlsberg, nunca negou que estava a perder terreno para a concorrência. Aliás, foi também por isso que avançou com uma reestruturação interna, logo quando entrou na Unicer, em Julho de 2006. No total, a operação de emagrecimento, que culminou com o despedimento de 700 pessoas, custou 45 milhões de euros. "Caso contrário, teríamos dificuldade em manter rentabilidade face a um concorrente tão dinâmico", admite o gestor em entrevista. Para medir forças com uma concorrência cada vez mais feroz, o gestor pôs em xeque os resultados financeiros. Os lucros da Unicer vão ficar-se pelos 20 milhões de euros em 2008, quando, um ano antes, chegavam aos 27,4 milhões de euros. O resultado "foi muito afectado pelos custos de reestruturação", explica. Em termos de negócio global, a empresa cresceu três por cento em valor, facturando agora de 472 milhões de euros. A Central de Cervejas não apresenta resultados oficiais, por política interna do seu accionista - a holandesa Heineken. Os últimos dados conhecidos remetem para o primeiro semestre de 2007, quando anunciou vendas de 229,1 milhões de euros e um crescimento de 72 por cento em termos de "cash flow" operacional. Para Pires de Lima, o mistério em torno da situação financeira da sua concorrente explica os ganhos de quota de mercado. "Os dados que temos da Central de Cervejas apontam para prejuízos em 2007 e 2006 de 40 milhões de euros e, de acordo com informações de casas de investimento, o 'cash flow' que a Heineken atribui a Portugal para 2008 e para 2009 é inferior a 50 milhões de euros. O da Unicer ronda 90 a 100 milhões de euros", afirma. É nestes resultados que sustenta a teoria de que a dona da Sagres anda "a comprar quota de mercado". Visões diferentes No entender do gestor, a empresa liderada por Alberto da Ponte tem feito "investimentos despropositados" em marketing, acções comerciais e redução de preços para angariar pontos de venda no canal não alimentar, o que se reflecte na quota de mercado, uma vez que esses estabelecimentos, ao contrário do que acontece nos hipermercados, passam a vender apenas a marca Sagres. A Central de Cervejas não se mostrou disponível para comentar estas acusações, nem para revelar dados financeiros, uma vez que se encontra impedida de prestar declarações porque a Heineken, enquanto empresa cotada, está prestes a divulgar os resultados de 2008. No relatório e contas apresentado anualmente pela empresa ao Ministério da Justiça, verifica-se que gera prejuízos, pelo menos, desde 2006. Em 2007, o resultado líquido assinalava perdas de 16,6 milhões de euros. No documento, a subsidiária da cervejeira holandesa explica que foram deduzidos 35 milhões de euros aos lucros, relativos a amortizações do valor de trepasse ("goodwill"), relacionadas ainda com a aquisição da empresa aos colombianos da Bavaria pelo consórcio português da VTR, no ano 2000. Se este montante não tivesse sido subtraído, a empresa, segundo o seu relatório e contas, daria lucros de 18,4 milhões de euros. O argumento da Unicer é que a liderança serve de pouco, se não houver sustentabilidade. No entanto, também a empresa de Pires de Lima se envolve nesta guerra de quotas. "É um tema de motivação interna e de escala, mas é preciso saber como é que as posições são conquistadas", refere. No fundo, ser número um não serve para abrir mais portas na rede de distribuição, não ajuda na expansão internacional, nem sequer é suficiente para cair nas boas graças dos accionistas. Como o próprio ex-presidente da Compal descreve, trata-se de um discurso "esquizofrénico" e "egocêntrico". Estratégias semelhantes Com o abrandamento do mercado doméstico, o negócio não se faz crescendo, mas sim roubando espaço à concorrência. Em 2008, de acordo com a consultora AC Nielsen, beberam-se menos sete milhões de litros de cerveja em Portugal. E, deste consumo, cerca de cinco por cento já está nas mãos das marcas próprias da grande distribuição. Unicer e Central de Cervejas, donas de praticamente 90 por cento do mercado, terão, certamente, outras preocupações que não apenas a liderança. No entanto, têm-se dedicado intensamente a esta guerra. Uma das armas mais utilizadas foi a da inovação, numa altura em que o mercado ainda permitia esse luxo. Há dois anos, era de crescimento que se falava e não havia lugar para a palavra crise. Só em 2006, a Unicer e a Central de Cervejas lançaram nove produtos novos. Alguns acabaram por revelar-se uma má aposta, como foi o caso da Sagres Chopp (que só esteve no mercado pouco mais do que um ano) e da Super Bock Twin (cujo nome teve de ser mudado para Sem Álcool). O foco nas cervejas (e também nas águas, com as marcas Vitalis, da Unicer, e Luso, da Central de Cervejas) obrigou a decisões difíceis. As grandes vítimas foram os activos complementares. A empresa de Alberto da Ponte optou por vender o negócio dos sumos, protagonizado pela marca Joi, à Schweppes, e Pires de Lima está a fechar um acordo para gerir, em regime de sociedade, os cafés Bogani e já conseguiu encontrar investidores para explorar os seus projectos turísticos. Nos últimos tempos, esta batalha tem tido contornos de causa-efeito, com estratégias pouco divergentes - da investida em Angola, onde ambas pretendem construir fábricas e produzir marcas locais, até à campanha de publicidade agora lançada. E criou, inclusivamente, um clima de conflito entre as duas empresas, com direito a acusações de parte a parte e a queixas sucessivas contra publicidade e patrocínios indevidos. A Unicer diz-se "diferente" porque é uma empresa "nacional", que não tem a estrutura de uma multinacional por trás que possa dar mais fundo de maneio à operação; porque tem uma estratégia de "portfolio de marcas" de cerveja (Super Bock, Cristal e Carslberg); e porque tem uma política de resultados "transparente". A Central de Cervejas, que já está em mãos estrangeiras desde que, em 2003, a escocesa Scottish & Newcastle entrou no capital, tendo passado para a Heineken no ano passado, está a roubar espaço à rival. Conquista que diz reflectir uma "evolução sustentada", baseada numa forte estratégia de patrocínios e marketing. O próximo ano não vai ser fácil para ambas e a entrada definitiva em Angola, uma saída para a quebra do mercado doméstico, ainda está a alguma distância. O mais natural é que esta guerra esteja para durar. Quem sabe, mais 20 anos.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

RESPEITO PELA OPÇÃO DE SIGILO


O COIDADO, SEM DUVIDA QUE É UMA ORGANIZAÇÃO QUE RESPEITA PROFUNDAMENTE AS OPÇÕES DE CADA UM, DESTA FEITA HÁ UM ILUSTRE PERSONAGEM DE UMA TERRA VIVEIRISTA DOS ARREDORES DA LOUSÃ, QUE NOS SOLICITOU O ANONIMATO, CLARO ESTÁ QUE CORRESPONDENDO AO PEDIDO COM PRONTIDÃO, PUBLICAMOS FOTO DOS PÉS DA PERSONAGEM E PEDIMOS ENCARECIDAMENTE AOS SEUS AMIGOS DAS REDONDESAS QUE DEIXEM DE SOBORNAR COM ALMOÇOS O SR QUE POR QUESTÕES DE SIGILO MAXIMO REFERIMOS POR MEIO DOS SEUS MAIS CONHECIDOS NIKS:
PAPANATA
PRESUNTO
ROSINHA
ARMARIO
"GRITA COM FORÇA"

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Coidado...


...ele anda à Coca!

Parabéns



O Coidado tem a honra e o orgulho de dar os parabéns pelas, justíssimas, comendas com que foram distinguidos a nossa colaboradora Duquesa de Magalhães e o nosso estimado, e colega, Rei da Távola Redonda.

Em tempo de Carnaval, sempre fica bem uma foto que os retrate como os Reis da Festa de 2008

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

A Melhor consulta da net

Aqui está!!!!!! o conteudo é altamente CISMATICO, consulte este sitio electronico e fique repleto de strss positivo:

http://www.meninasligasagres.com/MargaridaSofia/~

MAs mais CISMATICO ainda e para quem tem problemas de calcio como eu:

http://www.meninasligasagres.com/BrunaDiana/

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Calvin & Hobbes

Bill Watterson desenhou esta tira há 15 anos.
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Zé das Actas

Escrever sim, mas questionar até a morte.

Blue Jeans

Blue jean-i just met me a girl named blue jean
Blue jean-she got a camouflaged face and no money
Remember they always let you down when you need em
Oh, blue jean-is heaven any sweeter than blue jean
She got a police bike
She got a turned up nose
Sometimes I feel like
(oh, the whole human race)
Jazzin for blue jean
(oh, and when my blue jeans blue)
Blue jean can send me
(oh, somebody send me)
Somebody send me
(oh, somebody send me)
One day Im gonna write a poem in a letter
One day Im gonna get that faculty together
Remember like everybody has to wait in line
Blue jean-look out world you know Ive got mine
She got latin roots
She got everything
Sometimes I feel like
(oh, the whole human race)
Jazzin for blue jean
(oh, and when my blue jeans blue)
Blue jean can tempt me
(oh, somebody send me)
Somebody sent me
(oh, somebody send me)
Sometimes I feel like
(oh, the whole human race)
Jazzin for blue jean
(oh, and when my blue jeans blue)
Blue jean can tempt me
(oh, somebody send me)
Somebody sent me
(oh, somebody send me)
Somebody somebody
(oh, somebody send me)
Oh, somebody send me
(oh, somebody send me)

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Varela Andrade


Ouvi dizer, comenta-se nos corredores, chegou-me aos ouvidos ainda que ao de leve que Varela irá jogar no Porto na próxima temporada.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

O que hoje é verdade, amanhã é mentira

Por onde andará o autor da célebre frase, esse vulto da ética lusitana?
Será agora missionário e estará, junto com Walter Ferreira, a evangelizar os kikongos conterrâneos de N´Dinga?
Ou apenas andará desaparecido por ter apanhado nubueiro?

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

MAUS LENÇOIS




Nives Celzijus mulher do internacional croata Dino Drpic revelou, numa entrevista televisiva, que o casal tinha feito sexo no meio do relvado do estádio do Dínamo de Zagreb.
A profanação do 'templo sagrado' do Dínamo foi o pretexto que faltava aos dirigentes do emblema croata para tentarem ver-se livres de Drpic.

Ladies (K)Night



Rodada

domingo, 25 de janeiro de 2009

O Filme da semana na Coidado Tv

Ouvi dizer, comenta-se pelos corredores, chegou-me os ouvidos ainda que ao de leve que esta semana irá ocorrer a estreia mundial de um filme na Coidado Tv.

A Duquesa

Dia 29 de Janeiro, numa sala perto de ti.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Colocaram isto numa estrada de serpins


Ò Matreco, leva este cato para o teu jardim


Carta para o Tio Arturinho


VEGETAÇÂO CISMATICA


Foto cedida gentilmente do quintal do “Matraquilho”

Afinal havia outro


Hoje em Coimbra...e arredores




vai ser renovado o parque automovel

O COIDADO ouviu dizer, que está para breve uma troca de viatura, por parte do propietario do calhambeque, e está em vista esta que se afigura em melhor estado.

VARELA, o regresso de um olhar atento,,,,