São portas fechadas, paredes por derrubar, São iPads novinhos, só se podem ver ao longe...
quarta-feira, 23 de agosto de 2006
terça-feira, 22 de agosto de 2006
A Vila de Serpins
Serpins, fica situado a nordeste do concelho da Lousã, nas margens do rio Ceira a 9 Km da Vila da Lousã, constituindo uma das suas 5 freguesias e a 28 de Coimbra. A freguesia de Serpins é um dos mais antigos aglomerados populacionais do concelho. Apesar de no início da nacionalidade a paróquia de Santa Maria de Serpins integrar o Mosteiro de Lorvão, o povoamento da freguesia parece ser bem anterior a essa data (século XII). Já em 943 figura Serpins (topónimo antroponímico?) como "villa" rústica no território do Castelo de Arouce — "et est illa villa imn território Arauz discurrente ribulo Seira —, sendo então metade dela de um Zoleiman (Salomão), por cognome Abaiub e casado com Flâmula (Châmoa ou Chama, já no romance de então). O nome cristão da mulher e o nome e cognome arábicos do possessor mostram evidentemente um rico privado moçárabe. A outra parte da "villa" de Serpins devia ser já então dos antepassados do notável conde Gonçalo Monis." O povoamento local deverá recuar à época romana, remontando a esse tempo, talvez, o próprio topónimo. Pelas invasões de Almansor, caiu a "villa" sob o domínio arábico (fins do século X). D. Manuel I deu-lhe foral, em Lisboa, a 27 de Fevereiro de 1514. A povoação fez-se então vila, cabeça de concelho criado e extinto por causas senhoriais (com a reforma administrativa de 1836) pelo liberalismo. Existe ainda na freguesia um Pelourinho, monumento nacional que, apesar de reconstruído há algumas décadas, é composto pelo fuste com esquinas chanfradas sobre três degraus e um plinto e pela pinha ou remate, na qual se pode ver um escudo nacional, na forma típica do século XVI. Mostra ainda o escudo nacional típico do século XVI.
São conhecidas as lutas do povo de Serpins, nomeadamente as lutas travadas em meados do século para reaver o usufruto dos baldios da freguesia. A determinada altura a Câmara Municipal da Lousã apoderou-se dos baldios que havia em Serpins, e fez negócios com alguns indivíduos para que reflorestassem e explorassem as matas. A população não gostou, revoltou-se, lutou pelos seus direitos e conseguiu reaver os terrenos, hoje na sua totalidade sob a tutela da Junta de Freguesia.
Mas o acontecimento que marcou definitivamente a história de Serpins foi o surgimento do caminho de ferro. O Ramal da Lousã, projectado inicialmente para servir concelhos vizinhos, chegou a Serpins numa segunda fase e proporcionou o desenvolvimento de algumas indústrias na freguesia. Foi exemplo desse desenvolvimento a Fábrica de Papel do Boque, que entrou em decadência nos anos 80/90 do século XX e onde funcionou a primeira máquina de fazer papel contínuo que houve em Portugal e, mais recentemente, uma grande fábrica de material eléctrico (EFAPEL), que dá emprego a cerca de 250 trabalhadores. Para além da estabilização de emprego, uma das grandes preocupações do actual executivo é o bem estar da população. Os acessos estão hoje bastante melhorados, algumas ligações de esgotos encontram-se concluídas, e o posto médico e o centro do dia têm novas instalações. Outra das reivindicações dos Serpinenses foi recentemente atendida: a criação de uma Corporação de Bombeiros, que apesar de recente já tem recebido muitos louvores do outras associações humanitárias de todo o país.
Concelho: Lousã
Área: 36,12 km²
População: 1 712 hab. (2001)
Densidade: 47,4 hab./km²
Padroeira: Nª Srª do Socorro
Código postal: 3200 Serpins
Endereço da Junta de Freguesia: http://www.junta-serpins.pt/jfs.htm
Retirado de "http://pt.wikipedia.org/wiki/Serpins"
Demolições embargadas na fábrica da cerveja
"Parecia o Líbano, depois dos bombardeamentos". João Rebelo não esconde o espanto pelas obras de demolição, na antiga fábrica da cerveja, que logo mandou embargar.
A fiscalização municipal detectou situações "anormais", nas obras de demolição na antiga fábrica da cerveja, ao Loreto. Daí que o vereador João Rebelo tenha sido obrigado a impor embargo imediato à intervenção. Ontem, na reunião do executivo, o responsável pelo pelouro do Urbanismo questionou, mesmo, a legitimidade e a oportunidade do "bota-abaixo" numa edificação industrial com história e valor patrimonial relevantes.
Desactivada há alguns anos, a antiga unidade industrial onde se fabricou cerveja, ao longo de décadas, está a ser demolida. Pelo menos, em parte. A intervenção é visível, da própria estrada, e as suas características levaram à apresentação de diversas queixas à câmara. Assim, no passado dia 17 de Agosto, o vereador João Rebelo ordenou uma fiscalização às obras. No local, os fiscais começaram por ser barrados, alegando um responsável da empreitada que apenas estariam a ser retirados materiais. Mas a verdade é que, lá dentro, eram bem visíveis as demolições de vigas, placas, paredes, lajes (tudo elementos estruturais), tendo o vereador desabafado que "aquilo parecia o Líbano depois dos bombardeamentos".
A fiscalização identificou a empresa que executava a demolição e verificou que não possuía o competente alvará legal. Quanto à propriedade das instalações, depressa se percebeu que já não é a Centralcer a dona, mas sim a Imoseagle, uma empresa de gestão imobiliária, com sede na Avenida Sá da Bandeira.
O resultado foi o levantamento do auto de embargo. Segundo a participação do fiscal municipal, as normas infringidas são de molde à aplicação de uma coima que varia entre os 500 e os 200 mil euros.
Ontem, na reunião do executivo, o vereador João Rebelo não se furtou a condenar este insólito, de forma veemente. Desde logo, porque a câmara nada sabia. Depois, porque os fiscais passaram pela "rocambolesca e caricata" tentativa de serem impedidos de entrar. Finalmente, porque tudo ali era novo, levando mesmo a dificuldades na identificação de quem teria de ser notificado."
A câmara nunca deixará de actuar perante situações destas", garantiu o agora vice-presidente da autarquia, sublinhando que, "na verdade, o executivo nunca foi chamado a pronunciar-se sobre a intervenção", nomeadamente se deve ou não salvaguardar-se a preservação de algumas partes da antiga fábrica, com valor patrimonial, histórico e afectivo inquestionáveis, para Coimbra.
Fonte: Diário As Beiras
segunda-feira, 21 de agosto de 2006
quarta-feira, 16 de agosto de 2006
terça-feira, 15 de agosto de 2006
QUALQUER SEMELHANÇA É PURA...
Mas eu fazia melhor que esta Brasileirita.
...A minha vóz até é melhor que a d'éla...
segunda-feira, 14 de agosto de 2006
domingo, 13 de agosto de 2006
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